The Christian Post > Política|Qui, 19 Ago. 2010 13:33 PM EST

Obama é Criticado por Comentários à Respeito da Mesquita do "Marco Zero"

PorJennifer Riley | Repórter do Christian Post tradutor Amanda Gigliotti

Reações negativas à respeito dos comentários do presidente Obama relacionados a proposta da mesquita perto de "Ground Zero" estão vindo de todos os lados, incluindo os membros de seu próprio partido.

Os opositores da proposta de centro muçulmano cultural de 100,000 mil dólares estão com raiva pelo fato de que o presidente manifestou seu apoio ao plano em um iftar da Casa Branca (o qual é uma refeição à noite para quebrar o jejum durante o mês islâmico do Ramadã) sexta-feira, sem considerar as opiniões daqueles contra o projeto, principalmente os familiares das vitímas dos ataques de 11/09.

Alguns críticos fizeram um contraste entre o apoio do presidente ao centro islâmico com a sua falta de apoio aos Cristãos.

O líder da Coalizão da Liberdade Religiosa, William Murray criticou o presidente por "ignorar" a importância de Santo Nicolau, a única Igreja destruída durante os atentados de 11 de setembro de 2001, a qual ainda não foi reconstruída.
Enquanto isso, o comentarista Bill Keller de LivePrayer.com, criticou o presidente por não ter realizado um evento para o Dia Nacional da Oração na Casa Branca invés de um iftar. Ele também responsabilizou o Presidente Obama pela viagem ao Oriente Médio paga pelo governo norte-americano para o Imam Feizal Rauf, o homem por trás da proposta do centro cultural muçulmano. Ralf irá para o Oriente Médio para construir um laço entre os Estados Unidos e países árabes.

Do mesmo modo, os defensores do centro islâmico ficaram insatisfeitos que Obama tenha diminuído seu apoio a respeito da mesquita no sábado quando ele contou à um repórter da CNN que ele não iria mais "comentar sobre o esquema" do plano, mas preferiria dizer em sua declaração que o importante disso tudo é que o governo deveria tratar "todos igualmente, independente" de religião,

Michael Gerson, serviu como principal escritor de discurso para o ex-Presidente George W. Bush, comentou que Obama "conseguiu para si todos os danos políticos por tomar um decisão não muito popular, sem ganhar sequer um crédito por sua coragem política," num op-ed (artigos de opiniões) do Washington Post na segunda-feira.

Curta-nos no Facebook

Muçulmanos-americanos estão construindo um centro comunitário e uma mesquita duas quadras do "Ground Zero," no qual aproximadamente 3,000 pessoas perderam suas vidas nos ataques terroristas de 2001. Os organizadores insistem em que o projeto, chamado Park51, é parte de um esforço para promover a tolerância e melhorar as relações islâmicas no Ocidente.

Obama disse, na sexta-feira, na frente de membros do Congresso, líderes religiosos, ativistas, e funcionários do governo em um jantar da Casa Branca que ele apoiava o templo muçulmano de oração. Foi a primeira vez que o presidente fez um comentário sobre o debate carregado de emoções.

"Quero deixar bem claro. Como um cidadão, e como o Presidente, acredito que os Muçulmanos têm os mesmos direitos de praticarem sua religião assim como todos os outros nesse país," disse ele. "E isso inclui o direito de construir um lugar de oração e um centro comunitário na propriedade particular na Baixa Manhattan, de acordo com as regulações e leis locais."

"Aqui é a América," proclamou Obama. "E nosso compromisso para com a liberdade religiosa deve ser indestrutível."

O apoio de Obama à mesquita na segunda-feira, recebeu uma declaração de oposição pelo democrata número um do Senado, Harry Reid.
Reid fez uma declaração dizendo que a mesquita deveria ser construída em outro lugar."

"A Primeira Emenda protege liberdade religiosa," diz a declaração do porta-voz de Reid, Jim Manley. "Sen. Reid respeita isso, mas ele pensa que a mesquita deva ser construída em outro lugar."

Democratas estão preocupados com a perda de poder nas eleições e temem que a despopularidade de Obama tenha um efeito negativo nos candidatos do partido.

Segundo uma pesquisa da CNN/Corporação de Pesquisa de Opiniões, divulgada quarta-feira, quase 70% dos norte-americanos se opõem ao plano de construir uma mesquita perto do local onde ocorreram os ataques de 11/09.

Apesar da forte resposta negativa ao presidente sobre sua postura, o republicano Michael Gerson declarou que Obama tinha que tomar a decisão que tomou.

"O presidente não só tem opiniões; ele tem deveres com a Constituição e com os cidadãos que ele serve – incluindo milhões de cidadãos muçulmanos," escreveu Gerson. "Sua primeira preocupação não é escolher lados, e sim proteger o povo americano e a defesa de seus direitos."

"Portanto, Obama não teve escolha a não ser seguir o caminho geral que ele tomou. "Nenhum presidente, de qualquer partido ou ideologia, poderia dizer à milhões de americanos que seu templo sagrado viola a terra sagrada da América."

Durante o feroz debate, Propriedades SoHo, o desenvolvedor de Park51, "tuitou" semana passada que está aberto à sugestões feitas pelo governador de Nova Iorque, David Paterson. Para assim poder construir o centro cultural em outro local. Paterson comentou a possibilidade de oferecer à Propriedades SoHo, terras que pertencem ao Estado para que o centro seja construído longe do "Ground Zero" e acabe com esse debate controverso.

No ano passado, as Propriedades SoHo venderam 45-47 Park Place para Iniciativa Córdoba, o grupo por trás da construção do centro cultural muçulmano, e a Sociedade Americana para Avanço Muçulmano por $4,85 milhões. A SoHo também assinou um contrato de aluguel de longo-prazo pela 49-51 Park Place.

O centro comunitário muçulmano está sendo modelado para incluir um auditório de 500 poltronas, uma piscina, espaços para exibição de arte, um lugar para dialogar sobre diversas religiões, programas educacionais e uma mesquita.

  • Victoria Osteen e seu esposo Joel Osteen, pastor sênior da Igreja Lakewood em Houston, Te...
  • ...
  • Brasileirão 2013: tabela de classificação completa após 1ª rodada...
  • Protestos ocorrem com a aprovação do casamento gay na França....
Não Perca