The Christian Post > Mundo|Ter, 11 Jun. 2013 15:38 PM EST

Obama e presidente chinês são instados a acabar com política 'bárbara' de abortos forçados

PorStoyan Zaimov | Repórter do The Christian Post tradutor Amanda Gigliotti

Enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama e o presidente chinês, Xi Jinping se reuniram durante sexta e sábado para dois dias de reuniões informais, uma coalizão internacional exortou-os a pôr fim à política do filho único da China.

  • Xi Jinping
    (Foto: Reuters)
    O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente chinês, Xi Jinping, caminham juntos no The Annenberg Retreat, em Sunnylands, no Rancho Mirage, Califórnia, em 8 de junho, 2013.

"Esta política brutal provoca mais violência contra mulheres e meninas do que qualquer outra política oficial na terra, e toda a política oficial na história do mundo", Reggie Littlejohn, presidente de Women's Rights Without Frontiers (WRWF) (Direitos das Mulheres Sem Fronteiras, em tradução livre), escreveu em uma carta dirigida aos líderes duas maiores superpotências do mundo.

O grupo, que luta contra a escravidão sexual e aborto forçado na China, diz que tem mais de 200 mil assinaturas de pessoas em 70 países diferentes, que estão aumentando a conscientização sobre o que ele chama de "programa bárbaro de controle de população" da China, responsável pelas mortes e exploração de milhões das meninas.

"'O problema da população da China’ não é que tem muitas pessoas, mas que tem muito poucos jovens. A China vai ficar velha antes de ficar rica", Littlejohn disse em um e-mail ao The Christian Post.

A China, país mais populoso do mundo, agora com mais de 1,3 bilhão de pessoas, diz que implementa a política do filho único, que restringe algumas famílias a ter apenas um filho, como um meio para controlar sua população.

O presidente da WRWF explicou, entretanto, que, porque os pais muitas vezes optam por manter os filhos sobre as filhas, o país asiático tem agora a razão de sexo mais distorcida do mundo - 118 a 120 meninos nascidos para cada 100 meninas.

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"Este generocídio é uma importante força motriz, não só na China, mas dos países vizinhos também. A única maneira de corrigir estes problemas é abandonando todas as limitações de nascimento coercivas. Eu não acredito que isso irá resultar em uma explosão populacional na China, à medida que é caro criar e educar as crianças lá", disse Littlejohn.

Xi e Obama discutiram principalmente questões como a ameaça nuclear da Coreia do Norte, a luta contra a mudança climática global, e cibersegurança durante o período de dois dias que teve o propósito de criar "uma relação mais confortável" entre os dois líderes mundiais.
Em sua carta aos presidentes, Littlejohn compartilhou uma série de grandes casos relacionados com o sofrimento causado pela política do filho único (...). Mas também acrescentou que existem milhares ou mesmo milhões mais que "sofrem em silêncio."

Na medida em que vai demorar para acabar com os abortos forçados na China, o presidente WRWF disse ao CP que será necessário acabar com a limitação coercitiva de baixo nascimento.

"Enquanto o governo exige que as mulheres tenham apenas um filho ou dois filhos, o aborto forçado vai existir", Littlejohn disse, argumentando que o Partido Comunista deve terminar a sua exigência "taxa de compensação social" de até dez vezes o salário anual de uma pessoa.

"Essas ‘multas de terror’ equivalem à coerção, à medida que muito poucas pessoas têm a capacidade de pagá-las. Em terceiro lugar, o Partido Comunista Chinês precisa parar de avaliar os funcionários com base no fato de terem atingido suas metas de planejamento familiar ou quotas. Dar recompensas e punições para funcionários com base em quotas de reuniões de planejamento familiar incentiva a coerção. Quarto lugar, o CCP tem de processar aqueles que forçosamente abortam ou esterilizam as mulheres", continuou ela.

O grupo Direitos das Mulheres Sem Fronteiras diretamente tenta salvar bebês meninas do generocídio na China com a sua campanha "Salve uma Menina", que também apoia as mulheres que estão fugindo de aborto forçado, que não podem nem sequer ir para hospitais em busca de ajuda porque temem que seus bebês sejam confiscados ou mortos.

"Presidente Jinping, você está em uma posição única para acabar com essa violência terrível contra a mulher. Que o fim da política de um filho seja seu legado para o povo chinês", Littlejohn conclui em sua carta.

"Presidente Obama, você é um vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Favor faça valer a sua aceitação deste prêmio pedindo o fim da violência contra as mulheres por meio de planejamento familiar coercivo na China."

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