The Christian Post > Política|Qui, 21 Fev. 2013 16:44 PM EST

Oposição considera festa do PT legítima, mas afirmam não haver razões para festa

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Na noite de quarta-feira ocorreu a festa em comemoração aos dez anos do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. Apesar de a festa ser considerada legítima, poucos acreditam que haja razões para comemorar.

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O senador Randolfe Rodrigues (AP) criticou o partido pelo fato de a festa contar com a presença da presidente Dilma Rousseff e também pelas homenagens feitas a antigos dirigentes do PT.

“Eu já fui do PT, então eu não poderia cuspir no prato que comi. Eu acho legítimo o partido político fazer a celebração. Acho legítimo o governo juntar, mas não pode ter confusão do público com o privado. Se o evento público foi somente um evento do partido político, e o partido político defender o legado do governo, sem problema, mas eu vou ficar preocupado se o evento for com a presidente e que tenha homenagem a pessoas condenadas pelo mensalão. Isso acho fora do tom”, disse o senador Randolfe.

Para o líder da bancada do Democratas (DEM) na Câmara Ronaldo Caiado (GO), não há o que o PT comemorar. “Escândalos sucessivos, nunca tivemos um decênio com tantos escândalos como assistimos agora. Nós nunca vimos no Brasil um momento em que a economia volta a uma situação caótica, com o retorno da inflação, com a estagnação dos investimentos. Não vejo como o PT quer comemorar uma década perdida que foram esses dez anos em que o Brasil não conseguiu acompanhar os países em desenvolvimento, atacou Caiado.

O senador José Agripino (RN) alertou que o PT precisa ter cuidado ao misturar ações de governo e partido. Além disso, afirmou que, quem homenageia dirigentes também deveria falar dos ex-dirigentes condenados. “Quem comemora dez anos atribuindo os méritos do governo ao partido, tem de colocar na primeira fila José Dirceu, Genoíno, Delúbio e outros mais. Direito de fazer festa eles têm. Agora, ao atribuir os méritos ao partido, tem de colocar na linha de frente os condenados do mensalão”, criticou.

Além disso, a festa foi vista como um pretexto para lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição em 2014. “Eles podem se preparar, juntar quem eles quiserem, que, se eles têm dúvida, vamos dar como resposta a reeleição de Dilma em 2014. É essa a consagração da política do Partido dos Trabalhadores”, discursou o ex-presidente Lula.

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