The Christian Post > Cotidiano|Qua, 18 Jul. 2012 15:48 PM EST

Pai e madrasta, acusados de matar criança, admitem que bateram para 'educar'

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Uma criança de 2, Weslei Fernandes de Araújo, morreu nesta terça-feira (17) após ter sido supostamente espancada pelo pai e madrasta, que admitiram em depoimento que bateram para ‘educar’. Eles negaram o espancamento.

  • Widemberg e Luana
    (Foto:Reprodução)
    Widemberg e Luana bateram no filho para 'educar'

Segundo o delegado-adjunto, Maurício Mendonça de Carvalho, o pedreiro Widemberg de Araújo Souza, 22 anos, assumiu em depoimento aos policiais da 32ª DP (Taquara) que bateu na criança.

Widemberg negou que tenha torturado o menino, mas alegou ter batido nele, na segunda-feira (16), porque a criança mexeu no gás de cozinha.

A criança chegou a ser levada ao hospital, mas veio a óbito logo em seguida. De acordo com o delegado, o menino estava com várias escoriações, hematomas, fratura e arranhões no corpo.

Em depoimento, a madrasta, Luana Rodrigues de 23 anos, a princípio alegou que a criança tinha caído da cama, mas chegou a admitir que dava palmadas na criança com o objetivo de educá-lo.

Luana ainda disse que Widemberg não gostava do filho e as agressões eram constantes, segundo a publicação G1.

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“A Luana afirmou que Widemberg sempre batia no menino. Ela contou que na segunda-feira chegou a casa e encontrou o menino enrolado num pano, no chão. Ao questionar Widemberg, ele disse que era para deixar o menino quieto porque estava muito levado. No dia seguinte, ela disse que percebeu que o menino estava tonto”, disse Mendonça, de acordo com a mesma publicação.

Segundo a polícia, os vizinhos que testemunharam relataram que sempre ouviam a criança chorar e barulhos de tapas e objetos quebrando. Eles contaram, ainda, que os moradores já desconfiavam da violência do casal.

De acordo com responsável pelo caso, o casal irá responder por tortura, com resultado de morte, já que a criança morreu horas após dar entrada no hospital. Se condenados, eles podem pegar até 21 anos de prisão. O delegado Vilson Almeida da Silva, que registrou o caso, disse que o crime se agrava por se tratar de menor.

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