The Christian Post > Mundo|Qui, 27 Jun. 2013 15:25 PM EST

Palavras finais da mulher do Texas antes de ser executada: 'Estou indo para casa com Jesus’

PorStoyan Zaimov | Repórter do The Christian Post tradutor Amanda Gigliotti

Kimberly McCarthy tornou-se a 500° pessoa a ser executada pelo estado do Texas na quarta-feira desde que a pena de morte foi restabelecida. Em suas palavras finais, ela disse que estava "indo para casa" estar com Jesus e encorajou as testemunhas a "manterem a fé."

  • pena de morte
    (Foto: Screenshot of Keye TV)
    Manifestantes contra punição capital, pena de morte, na Penitenciária do Esatdo do Texas, em Huntsville, em 26 de junho de 2013, protestando contra a 500° execução do Texas.

"Essa não é uma perda. Esta é uma vitória. Você sabe onde eu vou. Estou indo para casa para estar com Jesus. Mantenham a fé. Eu amo todos vocês", foram suas últimas palavras, de acordo com a BBC News.

McCarthy, em seguida tomou uma dose letal de pentobarbital e faleceu.

McCarthy, ex-terapeuta do lar de idosos que se tornou viciada em crack, foi punida por um crime por ter cometido, em 1997, um assassinato e roubo de sua vizinha, uma professora aposentada. Conectada a outros dois assassinatos, ela esteve no corredor da morte por anos, mas foi concedida um indulto em janeiro, quando seus advogados apelaram o caso, alegando que o júri foi racialmente preconceituoso contra ela.

A entidade cristã Crossroad Bible Institute revelou que McCarthy era uma ex-aluna e ganhou seu certificado em 2006. O instituto é um ministério de prisão sem fins lucrativos que afirma ter mais de 45 mil estudantes em todo o mundo que estudam através de campi satélite.

A organização também apontou para estatísticas revelando que Africano-americanos como McCarthy representam apenas cerca de 12 por cento da população do Texas, mas representam 37 por cento das pessoas executadas desde 1976. Enquanto isso, 39 por cento dos atuais condenados à morte também são Africano-americanos. Ela também foi a 13 ª mulher executada nos EUA após a decisão da Suprema Corte em 1976 restabelecer a pena de morte.

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"Quinhentos é 500, demais", o advogado de McCarthy, Maurie Levin, disse em um comunicado. "Estou ansioso para o dia em que nós reconheçamos esta prática inútil e bárbara, imposta quase exclusivamente sobre aqueles que são pobres e desproporcionalmente sobre as pessoas de cor, não tem lugar em uma sociedade civilizada."

A família da professora assassinada, Dorothy Booth, no entanto, disse que o número não importa, e o foco deve ser na vítima, cuja vida foi tirada.

"Estamos apenas pensando sobre a justiça que nos foi prometida pelo estado do Texas", disse o afilhado de Booth, Randall Browning, de acordo com a Associated Press.

Donna Aldred, a filha de Booth, acrescentou que sua mãe "era uma pessoa incrível, que foi tirada antes de seu tempo."

Fora da prisão, onde McCarthy foi executada, cerca de 40 manifestantes se reuniram para protestar contra a pena de morte, carregando cartazes dizendo "Pena de morte: racista e anti-pobre", "Pare com todas as execuções agora" e "Pare de matar para parar os assassinatos."

A pena capital é atualmente legal em 32 estados. Uma pesquisa de dezembro de 2012, realizada pela Gallup descobriu que a maioria dos americanos, ou 63 por cento, apoiam a pena capital, enquanto 32 por cento disseram que não são a favor dela. Apoio à pena de morte vem geralmente diminuindo ao longo das duas últimas décadas, no entanto, desde um número elevado de 80 por cento em 1994.

A Igreja Católica Romana se manifestou contra a pena de morte em várias ocasiões, argumentando que "toda vida humana é sagrada - mesmo a vida imperfeita".

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