The Christian Post > Mundo|Sab, 18 Set. 2010 21:32 PM EST

Papa Critica ‘Marginalização’ da Religião

PorLawrence D. Jones | Repórter do Christian Post tradutor Nelson Azevedo

A Comissão dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) tem solicitado ao governo Egípcio a garantia do andamento do julgamento de três homens acusados pelo assassinato de sete pessoas na noite de Natal em uma pequena cidade ao sul do Egito.

Desde fevereiro, os processos têm sido atrasados por várias vezes, e a USCIRF está pressionando o governo para garantir que o julgamento marcado para sábado aconteça conforme planejado.

“Justiça atrasada é justiça negada,” comentou o presidente da USCIRF, Leonard Leo, cuja agência faz políticas de recomendações para o presidente dos EUA, secretário de estado e congresso a respeito de assuntos envolvendo liberdade religiosa internacional.

“É possível para os Cristãos Ortodoxos Cópticos obterem justiça no sistema judiciário Egípcio?” questionou ele.

Em 6 de janeiro, quando Cristãos Cópticos se preparavam para observar o Natal, homens armados em um carro abriram fogo em uma área de compras na cidade de Naga Hammadi e depois em frente à principal Igreja da cidade do sul do Egito enquanto fiéis emergiam da multidão da meia-noite.

O tiroteio resultou na morte de seis Cristãos e um segurança mulçumano que estava responsável pela segurança da Igreja.

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Embora a polícia tenha prendido três homens, dois dias após o atentado, alguns Cristãos Cópticos acreditam que os atacantes da noite de Natal ficarão impunes ou receberão uma sentença branda, como frequentemente ocorre.

No entanto, surpreendentemente, o governo Egípcio inicialmente decidiu trazer o caso de Naga Hammadi a priori, mas após oito meses, não tem havido convencimentos e, como Leo notou, “não há encerramento à vista.”

“Infelizmente, isso apenas encoraja a mais violência e é o remanescente de tantos julgamentos do passado em que a justiça nunca serviu,” completou ele.

Os Cristãos no Egito e em outros lugares, frequentemente, têm criticado as autoridades locais no Egito em como tem lidado com tais casos. Muitos acusam sobremaneira a Segurança do Estado e outras autoridades de segurança de terem uma mão em muitos dos crimes que ocorreram contra os Cópticos no Egito.

Alguns ainda dizem que o último ataque foi em retaliação a recusa da vítima da Igreja de participar de “sessões de reconciliação” patrocinadas pelo governo após o ataque mulçumano em novembro de 2009 nas propriedades cópticas.

De acordo com o Relatório do Departamento de Estado dos EUA sobre o Egito, “sessões de reconciliação” são comumente usadas pelo governo para deterem Cristãos Cópticos de procurar a justiça após os ataques sectários.

As sessões de reconciliação “geralmente evitam a condenação dos autores dos crimes contra os Cópticos e excluem o recurso do sistema judiciário por restituição,” notou o Departamento de Estado.

Nesse apelo para ação de sexta-feira, a USCIRF disse que tem sido recomendado que os EUA pressionem fortemente o governo egípcio a indiciarem os autores responsáveis pela violência. E recomenda-se também a remoção de fato da responsabilidade para com os assuntos religiosos dos serviços de segurança de Estado, com exceção dos casos envolvendo violência ou incentivo à violência.

Devido às sérias e persistentes preocupações sobre liberdade religiosa, o Egito se mantém na lista de vigilância da USCIRF. O Egito tem estado na Watch List desde 2002.

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