The Christian Post > Política|Seg, 3 Jun. 2013 12:43 PM EST

Parada Gay de SP deve tratar mais de política e ter menos carnaval

O deputado Jean Wyllys destacou três principais pontos a ser lutado pelos direitos LGBT no Congresso Nacional

PorAdoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

Com a presença de políticos, protestos contra o preconceito e contra parlamentares que batem de frente aos ideais da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), a 17ª Parada Gay de São Paulo, que ocorreu neste domingo (1), deu início ao que prevê as próximas edições do evento.

  • Parada gay
    (Foto:Reuters/Paulo Whitaker)
    Parada Gay em São Paulo.

Em entrevista concedida na manhã deste domingo, antes de iniciar a Parada do Orgulho LGBT, Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada de São Paulo, disse que o evento não pode ser visto apenas como um carnaval fora de época e criticou Congresso Nacional, na qual afirma que tem sido omisso no cumprimento de sua função de elaborar leis com o objetivo de garantir o fim da injustiça social.

Quaresma criticou os parlamentares da bancada evangélica do congresso nacional se referindo a eles como “fundamentalistas religiosos”. O presidente da associação diz que estão atacando o Estado laico e os direitos civis da comunidade LGBT. “A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), que deveria cuidar dos direitos humanos e das minorias sociais do Brasil, é hegemonizada pelo deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) e outros fundamentalistas de plantão. Nesse sentido, nos preocupa a composição dessa comissão, que deveria lutar pelos direitos humanos e das minorias”, declarou, segundo informações da Agência Brasil.

Durante o evento, que lotou as ruas de São Paulo, a ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), que é querida pela comunidade LGBT por defender a causa, subiu no caminhão ao lado do Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e do deputado federal Jean Willys, e foi aclamada pelo público ao discursar sobre os direitos dos homossexuais. Marta criticou ainda a presidência da CDHM da Câmara. “Temos agora a tragédia grega que é na CDHM. Atingimos o ápice da falta de respeito à comunidade e aos direitos humanos. É um acinte uma pessoa com um discurso homofóbico estar presidindo uma comissão que trata exatamente de combater a homofobia e tudo que é contra os direitos humanos”, disse Marta, segundo a Agência Brasil.

Durante a entrevista para a imprensa, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), destacou três principais pontos a ser lutado pelos direitos LGBT no Congresso Nacional. Segundo ele, mesmo aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a luta deve continuar pelo o direito ao casamento igualitário que, segundo ele, deve estar previsto em lei. Outro ponto, é a questão da lei de identidade de gênero, que prevê, entre os assuntos, o nome social para as travestis e transexuais e a aprovação da projeto de lei complementar (PLC) que criminaliza a homofobia.

Na abertura do evento, Haddad destacou que é um desejo do país de não se opor aos direitos humanos e civis. Haddad lembrou que as minorias políticas, em algum momento, lutaram e tiveram que despertar o interesse por mais liberdade e igualdade. “É muito significativo que, nós, neste dia de combate à intolerância e à homofobia, nos lembremos que, muitas vezes aqueles que hoje têm um comportamento homofóbico, em algum momento tiveram que lutar por sua própria liberdade”, disse Haddad.

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