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Pastor Marco Feliciano poderá presidir a CDHM na Câmara e gera polêmica

Fri, Mar. 01, 2013 Posted: 10:51 AM EDT


Marco Feliciano é o mais cotado da lista do Partido Social Cristão (PSC) para chefiar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDHM). Além de Feliciano, André Moura, líder do PSC na Câmara, afirmou que outros três nomes fazem parte dessa lista.

A presidência da comissão é tradicionalmente do Partido dos Trabalhadores (PT), mas o partido abriu mão da vaga em favor do partido cristão, que faz parte da base de apoio do governo, após um colegiado realizado entre os deputados federais na quinta-feira.

O pastor do Ministério Tempo de Avivamento já causou polêmica em 2011 quando escreveu na sua página no Twitter que “a podridão dos sentimentos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”.

Segundo ele, a CDHM é um espaço para a defesa de “privilégio” de homossexuais e defende que haja “maior equilíbrio” nas discussões. O jornal O Estado de São Paulo aponta um cálculo feito pelo deputado: “90% do tempo da última gestão da comissão foi dedicado a assuntos relacionados à comunidade LGBT, deixando “em segundo plano” outras minorias como índios, quilombolas e “crianças””.

“Se tem alguém que entende o que é direito das minorias e que já sofreu na pele o preconceito e a perseguição é o PSC, o Cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra”, afirma Feliciano.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-SP) se mostrou revoltado com a decisão. “Já estava arrasado com o simples fato de a presidência da CDHM ter ido para o PSC porque o PT abriu mão dela por interesses outros. Mas ainda tinha esperança de que um quadro menos fundamentalista, homofóbico e racista que Marco Feliciano fosse indicado... O fato de Marco Feliciano estar na presidência da CDHM descaracteriza a comissão, mata sua essência e compromete sua história”, escreveu o deputado em sua página no Facebook.

A deputada Erika Rokay (PT-DF), ex-vice-presidente da comissão, também se mostrou desconfortável com a decisão do PT em passar a presidência para o partido cristão. Segundo ela, a escolha de Feliciano para presidir a CDHM fere “os princípios básicos dos direitos humanos”.

Feliciano afirmou em seu Twitter que não está certo de que ele seja o eleito para presidir a comissão. “Os ativistas gays desesperados pela possibilidade do meu partido PSC assumir a Comissão de Direitos Humanos. Acalmem-se. Vai dar tudo certo”, ironizou.

Sarah Curty


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