The Christian Post > Mundo|Qua, 2 Mai. 2012 09:25 AM EST

'Pastor que queimou o Alcorão não representa os cristãos', afirma líder da Aliança Evangélica Mundial

PorAndrea Madambashi | Repórter do The Christian Post

A Aliança Evangélica Mundial (WEA), que representa cerca de 600 milhões de evangélicos protestantes ao redor do mundo, condenou a queima do Alcorão e uma imagem do profeta Maomé pelo pastor americano Terry Jones, na Flórida.

  • terry jones
    (Foto: YouTube.com)
    Imagens da queima do Alcorão divulgada na Internet pelo pastor polêmico Terry Jones, na Flórida, 28 de Abril de 2012.

“A queima de um texto sagrado é errado e injustificável. A queima do Alcorão é especialmente grave para os Muçulmanos e não reflete os valores bíblicos e nem o espírito do Senhor Jesus, a quem servimos”, disse Dr. Geoff Tunnicliffe, secretário geral da WEA em uma declaração.

Tunnicliffe urgiu aos líderes islâmicos em todo o mundo que entendam que esse pastor não representa os Cristãos e que ainda por cima viola o chamado de Jesus de amar a todos em todos os lugares.

“Tal violência faz mal a todos nós”, afirmou ele, segundo o jornal Tribune.

O pastor polêmico, ministro de uma congregação de 25 membros na Flórida, queimou publicamente exemplares do Alcorão e uma representação do profeta Maomé, neste sábado, 28 de Abril.

O ato foi realizado na igreja de Jones, a Dove World Outreach Center, na cidade de Gainesville, na Flórida e foi filmado e transmitido pela internet. O vídeo da queima foi publicado no YouTube pelo grupo de apoio ao pastor “Stand Up America Now”.

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A intenção era de chamar a atenção para o caso do pastor Youcef Nadarkhani preso no Irã e condenado à morte pelo crime de apostasia. A queima ocorreu no dia seguinte a um encontro de Terry Jones com representantes da WEA, incluindo Tunnicliffe.

O secretário-geral da Aliança chegou a pedir pessoalmente ao controverso pastor à ouvir seus líderes cristãos companheiros da América do Norte ou pelo menos ouvir as preocupações de um pastor cristão de um país islâmico. Mas Jones seguiu com a iniciativa.

O ato causou protestos por parte dos iranianos. Um membro do Parlamento iraniano, Hossein Ibrahim, pediu a execução do Pastor Jones chamando-o de “um mal, um apostasiado”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, também condenou a queima, afirmando que esses atos não refletiam os valores americanos.

"Consideramos esses atos deploráveis, irrespeitosos. Francamente, não quero dar mais espaço a este tema aqui", declarou a jornalistas a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Com a iniciativa de Jones, o Pentágono se preocupa que as tropas americanas no Afeganistão possam expor-se a maiores riscos.

Veja o vídeo da queima:

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