The Christian Post > Cristianismo|Qui, 2 Mai. 2013 11:12 AM EST

Pastora lésbica Lanna Holder diz que mentia sobre cura gay e critica pregações contra a homossexualidade

‘Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida’

PorGiana Guterres | Correspondente do The Christian Post

Lanna Holder e Rosania Rocha deram uma entrevista para o portal Vírgula falando sobre sua homossexualidade e criticando líderes evangélicos que condenam abertamente os gays. Elas falaram sobre sua vida, sua união, a Comunidade Cidade de Refúgio e homossexualidade.

  • Lanna Holder
    (Foto: Igreja Cidade Refúgio)
    Lanna Holder em ministração. Lanna Holder, que criou Igreja Cidade Refúgio inclusiva, integrando homossexuais sem reconhecer a homossexualidade como pecado, tem resposta de Silas Malafaia.

As pastoras da Comunidade Cidade de Refúgio condenaram as pregações de pastores que defendem a família formada por um homem e uma mulher.

“A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: ‘cresça’! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível”, disse Rosania sobre o pastor e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

“Não temos nada contra o Silas Malafaia, mas achamos que ele só cresceu na religião baseado em polêmicas. Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja. Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica!”, acrescentou Lanna.

Lanna Holder criticou a igreja por apresentar a homossexualidade como “possessão demoníaca ou uma doença”. “Por mais que no fundo a igreja saiba que a homossexualidade não é abominável, ela se recusa a corrigir um erro. É difícil voltar atrás e reconhecer que errou depois de milênios condenando os homossexuais. É mais fácil manter como está”, destacou ao Vírgula.

A pastora, que ficou conhecida por pregar sobre cura gay, ressaltou que nunca gostou de ser casada com um homem. “Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Fiquei casada com um homem, não porque era o que eu queria, mas porque era o imposto para que eu não fosse para o inferno”, disse Lanna.

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Lanna testemunhou sobre sua cura da homossexualidade em todo mundo. “As pessoas me conheciam como ‘A missionária Lanna Holder, ex-lésbica’. Eu mentia, pois tinha certeza de que a minha orientação sexual era imutável, ao contrário do que eu fazia as pessoas acreditarem”, relembrou sobre esse período. “Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida com o mesmo discurso que eu usava ao assumir minha homossexualidade”, contou ao Vírgula.

Um dos assuntos da entrevista também foi a união com Rosania. “A vida nos uniu. Minha paixão por ela começou a confrontar com tudo aquilo que eu dizia ser errado em minhas pregações”, falou. “Nosso pecado na verdade não foi o nosso amor, mas sim o fato de sermos casadas e de adulterarmos por seis meses”, complementou Rosania.

“Eu me sinto muito mais em paz com Deus sendo o que sou de verdade. Não tem como uma pessoa afirmar que uma família constituída por gays não é coisa de Deus. Somos uma família feliz que vive em harmonia”, declarou mais Rosania.

A igreja liderada pelas pastoras lésbicas realiza evangelismos para o público homossexual. “O evangelismo mais difícil é o de um gay. Na abordagem, eles logo acham que somos da igreja do pastor que fala mal, então já nos apresentamos como pastoras casadas antes de fazer o convite”, explicou Lanna.

“Vamos nos pontos de maior concentração do público gay em São Paulo, que é a região da avenida Paulista, a rua Vieira de Carvalho e outras. Paramos nas portas das boates e fazemos flashmobs, cantando e dançando. Com isso, geramos curiosidade e eles se aproximam para saber de onde somos. Vamos também à Parada Gay, à Feira da Diversidade e à Caminhada Lésbica entregar nossos folhetos”, destacou sobre a estratégia.

A Comunidade Cidade do Refúgio, inaugurada em 2011, é adepta da Teologia Inclusiva. A sede está localizada em São Paulo. “Nossa arma em punho é o amor, nossa estratégia é a oração e nossa meta são as vidas, principalmente as esquecidas e deixadas para trás”, informa o site.

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