The Christian Post > Cristianismo|Qua, 17 Out. 2012 12:17 PM EST

Pesquisa revela que cristãos são os que mais sofrem com perseguição e preconceito religioso

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Um relatório da Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) revela que de todas as confissões, os cristãos são os mais sofrem com violência, discriminações e perseguições. O relatório foi publicado nesta terça feira (16) em Lisboa, Portugal.

  • perseguição cristã
    (Foto: Reuters)

Williams Peter Sefton, presidente do comitê editorial de informação da Fundação AIS, afirma nos relatórios que cristãos de todas as denominações, “são o grupo mais exposto à perseguição”, sofrendo com 75% dos atos de perseguição religiosa.

O relatório ainda revela que todos os anos são assassinados 105 mil cristãos, numa média de um cristão morto a cada cinco minutos. Segundo os documentos, cerca de 70 milhões de cristãos foram mortos e desses, 45 milhões morreram somente no século XX.

O relatório menciona alguns países onde o preconceito e perseguição religiosa são mais fortes, constatando que atualmente a liberdade religiosa é altamente problemática.

A situação é agravante, principalmente, nos países onde a Constituição favorece a existência de uma religião oficial que não dá espaço às outras crenças, como é o caso da Arábia Saudita. Além disso, Estados em que é possível expulsar legalmente pessoas de diferentes credos, também são vistos com intolerantes, como acontece, por exemplo, no Tajiquistão.

Outro país onde os cristãos sofrem é o Afeganistão. Lá as pessoas podem ser acusadas por apostasia (renúncia à religião original) e por blasfêmia. Em 2011, uma ‘caça’ aos cristãos foi permitida pelo presidente Karzai. Cerca de 20 pessoas foram detidas e embora tenham sido depois libertadas, um homem foi condenado à morte e forçado depois a abandonar o país, com a família.

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No Afeganistão, a minoria cristã afegã (0,1% da população) é convertida do Islão. Os cristãos são obrigados a praticar a sua religião secretamente para não serem condenados e executados por grupos radicais, à margem da lei, fato ocorrido com um muçulmano convertido, Abdul Latif, decapitado com imagens divulgadas por grupos talibã “como exemplo” contra a apostasia.

O relatório apresenta o resultado de pesquisa realizada em 196 países durante todo o ano de 2011 e no primeiro semestre de 2012, revelando o nível internacional sobre a situação das minorias religiosas no mundo e não apenas cristãs.

As análises realizadas nos países não levaram em consideração somente as leis religiosas, mas critérios como a liberdade de expor a religião e realizar a pregação a outras pessoas.

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