The Christian Post > Política|Ter, 8 Mar. 2011 15:36 PM EST

Presidente da NPR Pressionada sobre Juan Williams e Financiamento Federal

PorLillian Kwon | Christian Post Reporter tradutor Abigail Viana dos Santos

Depois de elogiar as avaliações sobre os registros da National Public Radio (NPR), cadeia de rádio pública americana, com ouvintes fiéis e com compromisso com o jornalismo real, a presidente da NPR Vivian Schiller, foi forçada a abordar algumas das controvérsias que têm colocado o órgão de comunicação social no centro das atenções ao longo dos últimos meses.

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    (Foto: O Christian Post)
    A Presidente e diretora executiva da NPR Vivian Schiller enquanto ouve a pergunta da audiência no National Press Club na segunda-feira, 7 de março de 2011.

Na segunda-feira, Schiller admitiu ter cometido erros, incluindo a maneira como a NPR lidou com a demissão de Juan Williams e os relatórios errôneos sobre o atentado a deputada Gabrielle Giffords.

"Lidamos mal com a situação," disse a presidente e CEO no National Press Club. "Agimos com muita pressa e cometemos alguns erros."

A experiente analista de notícias Williams foi demitida em outubro, dois dias depois de discutir o terrorismo no "O'Reilly Factor" da Fox News.

No show, Williams afirmou: "Olha, Bill, eu não sou um fanático. Você sabe o tipo de livros que eu escrevi sobre o movimento dos direitos civis no país. Mas quando entro no avião, tenho que te dizer, se eu vejo pessoas que estão em trajes muçulmanos e acho que, você sabe, eles estão se identificando primeiramente como Muçulmanos, eu fico preocupado. Eu fico nervoso."
Ele também alertou Bill O'Reilly contra a generalização sobre os Muçulmanos, assim como os Cristãos não devem ser culpados por todos os bombardeiros de Oklahoma, feito por Timothy McVeigh.

Nesta época, Schiller disse a Fox, "Um analista de notícias não pode continuar a analisar a credibilidade das notícias, se estão expressando opiniões sobre questões polêmicas."

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Williams, no entanto, ressaltou que outras "opiniões" têm sido toleradas na NPR, incluindo a observação passada de Andrei Codrescu de que "a evaporação de quatro milhões de pessoas que acreditam nesse lixo (o cristianismo) faria do mundo um lugar melhor." O comentarista estava discutindo a crença do arrebatamento.

Refletindo, Schiller disse que cometeu erros e vai se certificar de que não volte a acontecer.

Ela foi pressionada pelo presidente do Clube Nacional de Imprensa Mark Hamrick para elaborar em quais "processos" foram postos em prática, depois que ela respondeu vagamente várias vezes.

Ela observou que o fato da NPR ter assumido uma revisão do seu código de ética e notícias, algumas mudanças serão feitas até à Primavera. Uma das recomendações feitas por uma força-tarefa que está considerando acabar com a prática dos jornalistas da NPR de aparecer em outros meios de comunicação sobre os contratos de longo prazo.

Williams foi tanto o novo analista sênior da Fox como comentarista da NPR. Ele estava com NPR por 10 anos.

Desde a demissão de Williams, as chamadas para retirar os financiamentos da NPR foram feitas. A Câmara votou em eliminar todas as verbas federais para a radiodifusão e televisão pública.

Apesar dos dólares dos contribuintes representarem, em média, 10 por cento do orçamento da NPR, estimou Schiller, ela disse que ela desempenha "um papel fundamental na geração de outros 90 por cento (de ouvintes, filantropia e empresas) que fazem a sua transmissão possível."

"Se o dinheiro federal fosse embora, o impacto sobre nossa capacidade de servir o público... então, estaría indo para trás e recuando sobre este investimento de 44 anos que o povo americano tem feito," sustenta Schiller. "A pequena quantidade de dinheiro que vai para a radiodifusão pública... é muito crítica para desistir, eu acredito."

Depois de ser criticada no caso de Williams, Schiller respondeu a outras questões, tais como relatórios errôneos da NPR relatando que Giffords que foi morta no tiroteio no Arizona. Isso "foi um erro, puro e simples."

"Não há desculpa para isso," acrescentou. "Eu não diria que isso representa outra coisa senão o erro que é."

Ela também abordou as críticas de que a NPR é muito liberal (notando que eles também são chamados "muito conservador"), dizendo que "não há dúvida, é uma questão de percepção," em vez de um problema de execução.

Quanto à falta de diversidade na equipe e entre os entrevistados, Schiller disse que as iniciativas estão em andamento "para diversificar ainda mais pessoal, e as pessoas que entrevista e nossa audiência."

Schiller, que anteriormente trabalhou no The New York Times Company e na CNN Productions, tem trabalhado como presidente e CEO da NPR desde janeiro de 2009. A NPR possui quatro trimestres consecutivos de recordes de audiência e, atualmente, atrai 34 milhões ouvintes a cada semana.

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