The Christian Post > Política|Sex, 11 Mai. 2012 07:23 AM EST

Presidente Dilma nomeia componentes da Comissão Nacional da Verdade

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta Quinta Feira (10) os integrantes que irão compor a Comissão Nacional da verdade, que pretende esclarecer violações de direitos humanos ocorrido entre 1946 e 1988.

  • dilma-rousseff
    (Foto: Reuters)
    Presidente do Brasil, Dilma Rousseff em uma conferência de imprensa

Farão parte da comissão, José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista).

Os sete integrantes foram escolhidos pela própria presidenta a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos. Ela os convidou pessoalmente e os recebeu em audiências na quarta-feira no Palácio do Planalto. Ainda não há informações sobre quem presidirá o colegiado.

A posse está marcada para o dia 16 de maio em uma cerimônia em que estarão presentes os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

A comissão terá um prazo de dois anos para esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos entre 1946 e 1988, promover o esclarecimento dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior.

Os integrantes terão acesso a todos os arquivos do poder público sobre o período e poderão convocar vítimas ou acusados de violações para depoimentos, ainda que convocação não tenha caráter obrigatório, todavia, haverá obrigatoriedade em divulgar tudo o que descobrir.

Curta-nos no Facebook

Dilma em seu discurso, quando sancionou a lei, afirmou que a Comissão da Verdade consolida o processo democrático e salientou que "o silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça. Não podemos deixar que no Brasil a verdade se corrompa com o silêncio", segundo a publicação Estadão.

"A verdade interessa muito às novas gerações que tiveram a oportunidade de nascer e viver sob regime democrático. Interessa, sobretudo, aos jovens que hoje têm o direito à liberdade e devem saber que essa liberdade é preciosa e que, muitos, por ela lutaram e pereceram. As gerações brasileiras se encontram hoje em torno da verdade. O Brasil inteiro se encontra, enfim, consigo mesmo sem revanchismo, mas sem a cumplicidade do silêncio", disse a presidente, segundo mesma matéria.

O modelo de comissão já foi testado em outros países segundo pesquisa de Simone Rodrigues Pinto, professora da Universidade de Brasília, onde na África do Sul, a comissão ajudou a esclarecer violações de direitos humanos ocorridas sob o regime do apartheid.

Em outras nações como Argentina, Chile e Peru, alguns militares, policiais e até ex-presidentes foram presos após os trabalhos de invetigação da Comissão Nacional da Verdade.

  • Protestos ocorrem com a aprovação do casamento gay na França....
  • Wanderlei Silva no TUF Brasil...
  • LG Optimus L7 2...
  • Estádio Nacional Mané Garrincha em Brasília (DF)...
Não Perca