A remuneração dos professores teve um aumento de 10% na renda média desde 2000, mas ainda é o pior ordenado entre as carreiras universitárias no Brasil.
(Foto: Divulgação)Candidatos fazem prova para concurso de professor doutor na Universidade Estadual de Roraima.
Entre os três piores desempenhos, estão os cursos voltados para a área de educação básica, em primeiro lugar, com as graduações de religião e o magistério para ramos específicos (disciplinas de ensino médio), logo na sequência.
Apesar disso, para resolver esta questão, um avanço nos salários não compensaria, pois sairia caro para o governo e só traria o resultado desejado em longo prazo, de acordo com a pesquisa revelada pelo jornal O Globo.
Outro fator foi descrito através de estudos que comprovam que o salário do magistério não estabelece relação direta com a melhoria no aprendizado dos alunos. Um relatório elaborado pela consultoria McKinsey, no de 2007, apontou que o sucesso de países com bom desempenho educacional está ligado ao fato de que os melhores alunos acabam se tornando professores.
Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, altos salários não são o suficiente para melhorar o ensino, é necessário cobrar maior compromisso dos profissionais.
"Não dá para imaginar que, dobrando o salário do professor, ele vai dobrar o aprendizado dos alunos. O problema é que os bons alunos não querem ser professores no Brasil. Para atrair os melhores, é preciso ter salários mais atrativos", declarou Priscila, segundo o jornal O Globo.
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"É preciso melhorar salários para que os alunos aprendam mais. Mas o profissional também tem que ser mais cobrado e responsabilizado por resultados. Não pode, por exemplo, faltar e ficar tantos dias de licença, como é frequente", afirmou.
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