The Christian Post > Cotidiano|Qua, 15 Mai. 2013 12:50 PM EST

Profissão Repórter sobre estupro escuta filha e acusadores do pastor Marcos Pereira

O envolvimento do religioso com tráfico de drogas, assassinatos e outros crimes foram explorados pela reportagem

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O programa Profissão Repórter, da Rede Globo, trabalhou com o tema estupro nesta semana, na edição exibida na terça-feira (14). Entre os casos abordados de violência contra a mulher, estava o do pastor Marcos Pereira, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), acusado de supostamente estuprar mulheres de sua comunidade religiosa. Ele, que negou as acusações, foi preso na semana passada na baixada fluminense, Rio de Janeiro (RJ).

  • Profissão Repórter Marcos Pereira
    (Foto: Reprodução/Tv Globo)
    Caco Barcellos ouviu mulheres que dizem ter sido abusadas sexualmente por Marcos Pereira.

O repórter Caco Barcellos conversou com mulheres que se dizem vítimas do religioso, inclusive uma mulher casada. Essa contou que o pastor “estava tão obcecado, que ele não falou nada [antes de cometer o estupro]. Ele chegou, já saiu levantando meu roupão. Eu fiquei assustada, porque começou a passar um filme na minha cabeça. Falei: Meu Deus, como é que eu vou gritar aqui? Como eu vou falar de um homem que é o meu pastor?”. Todas as mulheres não foram identificadas: tiveram rostos cobertos e voz alterada.

Já, Dona Ana Madureira, esposa do pastor, e figurando entre as supostas vítimas, negou as acusações em um vídeo feito na semana passada. Ela negou ter denunciado o seu marido, mostrando-se chocada com as informações da mídia. Dona Ana foi relatada como sendo a "ex-esposa" que acusou seu marido de estupro no ano passado.

Em vídeo, Dona Ana também fala sobre uma das supostas vítimas, que saiu da igreja casada. “Se ela diz que meu marido abusou dele desde que ela entrou até que ela saiu, ela está se declarando um prostituta. Eu também sou mulher, e já fui jovem e se acontecesse uma coisa dessas eu saia correndo dali, no mínimo.” 

A filha do pastor também foi ouvida pela equipe de jornalismo e disse que o pai está levando a palavra de Deus por onde passa, inclusive em Bangu 2, onde está detido. Segundo ela, tudo é propósito de Deus. Enquanto ela era entrevistada, muitos fiéis da Assembleia de Deus demonstravam apoio ao pastor acusado.

Outro destaque do programa foi o depoimento de Amélia Batista, que teve sua filha assassinada em 2006. Segundo ela, Marcos Pereira foi responsável por ordenar a morte da jovem, que se chamava Adelaide. A Justiça condenou três membros da ADUD pelo crime. Amélia considera que sua filha morreu por saber do que acontecia dentro da comunidade religiosa.

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“Ela frequentava a igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, e ela namorou um rapaz de lá, e descobriu, através dele, todo o esquema da igreja. Envolvimento com o tráfico, problemas de farra na fazenda dele [Marcos Pereira], sexual”, contou ela. Indagada sobre sua religião, a mãe esclareceu: “No momento, eu estou só com a minha fé em Deus, porque eu estou descrente no ser humano”.

Apesar das declarações, o pastor Waguinho da ADUD afirmou com convicção que ela nunca fez parte da igreja desde o tempo em que ele congrega, há pelo menos 10 anos.

Segundo ele, o crime teria tido o envolvimento de um sobrinho do pastor Marcos. Entretanto, foi o próprio pastor Marcos que o teria levado à delegacia. Segundo o cantor gospel, o líder da ADUD já entregou pelo menos 500 pessoas à justiça.

O envolvimento de Pereira com tráfico de drogas, assassinatos e outros crimes foram explorados pela reportagem. Um delegado, que investiga crimes de tóxicos, mostrou espanto com a quantidade de delitos supostamente cometidos dentro da igreja.

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