Pelo menos sete pessoas morreram e 35 ficaram feridas nesta quarta-feira em conflitos com a polícia durante os protestos registrados em várias localidades do Afeganistão. O Irã condenou a queima de volumes do Alcorão nas proximidades de Cabul, e ainda exigiu a saída das tropas estrangeiras do Afeganistão.
Segundo a agência Efe, a atitude dos soldados norte-americanos levou milhares de pessoas a protestarem há dois dias consecutivos gerando momentos de grande tensão em diversos locais e também diante da base militar. A manifestação aconteceu ontem a 60 km ao norte da capital, e foi reprimida com balas de borracha.
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O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast avaliou que "a profanação das crenças dos muçulmanos aconteceu pelo mal entendimento dos ocupantes estrangeiros do Afeganistão da cultura religiosa islâmica".
Além da retratação, o comando do exército norte-americano irá fazer uma investigação, pois um grupo de empregados afegãos declarou ter visto os militares americanos queimando exemplares do Alcorão à noite.
"Investigamos com profundidade este incidente e tomaremos as medidas necessárias para garantir que isto não voltará a ocorrer", concluiu o general americano John Allen.
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Apesar da tentativa de contornar a situação por parte do comando militar norte-americano, os talibãs também condenaram o que chamam de profanação de seu livro sagrado e, segundo a AIP, estão incitando soldados e policiais afegãos a disparem contra tropas estrangeiras.
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