Neste sábado, milhares de pessoas participaram de manifestações pacíficas em várias cidades da Índia, exigindo do governo maior proteção para mulheres.
(Foto: Reuters)Manifestante segura cartaz durante protesto em Nova Délhi. As autoridades indianas bloquearam nesta segunda-feira o movimento no centro da capital, Nova Délhi, fechando ruas e estações de trem em uma tentativa de restaurar a lei e a ordem depois que a polícia enfrentou manifestantes enfurecidos pelo estupro de uma moça por uma gangue. 24/12/2012.
Segundo informações da BBC Brasil, nas cidades de Nova Déli, Calcutá, Mumbai e Bangalore foram marcados por protestos, caminhadas e vigílias noturnas.
Os protestos foram desencadeados após a morte da jovem estudante de medicina, 23 anos, que estava internada em um hospital, vítima de um estupro coletivo em um ônibus em Nova Déli.
“As manifestações deixaram de se referir apenas ao caso da estudante, passando a questionar como país trata as mulheres de forma geral”, afirmou Sanjoy Majumder, correspondente da BBC.
Em Nova Déli, no observatório Jantar Mantar, mais de 4 mil pessoas estavam unidas para o protesto.
De acordo com Majumder, a área é uma das únicas onde é permitido protestar na cidade.
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Porém, em outra parte da cidade, reuniões com mais de cinco pessoas foram proibidas por parte das autoridades.
Mesmo com a segurança reforçada nas proximidades de prédios públicos, milhares de manifestantes fizeram grande uma marcha silenciosa pela cidade contra a "ineficiência do governo em garantir a segurança das mulheres em Nova Déli", destacou Poonam Kaushik, um dos manifestantes.
Segundo informações da mídia, a ministra Sheila Dikshit tentou falar com os manifestantes, mas foi vaiada. Uma das faixas da manifestação dizia:
"Não queremos suas condolências. Não queremos seus sentimentos falsos! Exigimos ação imediata por leis mais duras contra agressões sexuais".
Desde a agressão no ônibus ocorrida com a jovem estudante, autoridades do país têm feito anúncios de medidas destinadas a tornar Nova Déli mais segura para mulheres.
Dentre as medidas estão a intensificação de policiais à noite, inspeções em ônibus e a proibição de que ônibus circulem com janelas pintadas ou cobertas por cortinas.
Dois comitês especiais foram também criados. Um será para o aceleramento dos julgamentos de casos de violência sexual contra mulheres. O outro investigará as falhas que possibilitaram o estupro coletivo da jovem.
O caso da jovem
O Hospital Mount Elizabeth, em Cingapura, divulgou que jovem estava internada, mas que ela ''faleceu em paz'', neste sábado, tendo sua família a seu lado.
Com um quadro delicado, a estudante sofreu uma parada cardíaca, uma infecção no pulmão e no abdômen, além de dano cerebral.
Após ir ao cinema, a jovem de 23 anos havia pego um ônibus com um amigo para chegar à região de Dwarka, em Nova Déli.
Dentro do ônibus, a estudante foi violentada por cerca de uma hora por diversos homens.
Em seguida, ela e o amigo foram espancados com barras de ferro e lançados para fora do ônibus nus, com o veículo estava em movimento.
Seis homens foram presos sob a suspeita de participação no crime, mas agora são acusados de homicídio.
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