A presidenta Dilma Roussef foi destaque na revista americana The New Yorker, que publicou uma prévia esta semana da entrevista que será publicada na íntegra no dia 5 de dezembro.
Com o título de “A Ungida”, a revista elogiou o crescimento econômico do país, a imprensa livre e a democracia “caótica”. O título refere-se ao fato de que, segundo a revista, os brasileiros não acreditam que a presidenta seja corrupta, apesar de todos os escândalos:
"Mesmo com os numerosos escândalos que têm assolado a administração de Dilma, ninguém acredita que ela seja corrupta", diz.
Sobre a presidenta, o artigo conta o seu passado de militante na ditadura militar, em que atuou na luta armada e que posteriormente foi torturada na prisão, e a forma como lida atualmente com a situação econômica do mundo.
“O Brasil é governado por ex-revolucionários sem remorso, muitos dos quais, incluindo a presidente, foram presos por anos por serem terroristas”, diz o texto.
Um dos parágrafos que se destaca é o que afirma que o Brasil é um dos" menos educados e dos mais economicamente desequilibrados do mundo. Agora, sua economia cresce muito mais rápido que a dos EUA. O País tem um orçamento equilibrado, baixa dívida nacional, emprego quase pleno e baixa inflação. É, caoticamente, democrático e tem uma imprensa livre".
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O artigo também destacou aspectos negativos: "o governo central é mais intrusivo e poderoso que nos EUA. Também é bem mais corrupto. A criminalidade é alta, as escolas são fracas, as estradas são ruins e portos mal funciona".
A reportagem menciona ainda a contribuição do ex-presidente de Luis Inácio Lula da Silva para o crescimento econômico do País.
O texto elogia o programa do governo "Brasil Sem Miséria" para retirar milhares de pessoas da linha da pobreza e apontou a propriedade da presidente quando ela critica a forma como os EUA lidam com a crise econômica mundial.
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