The Christian Post > Mundo|Seg, 18 Fev. 2013 15:52 PM EST

Seita em que mulheres que faziam sexo com 'Cristo reencarnado' é proibida no México

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Autoridades mexicanas afirmam ter acabado com um culto que explorava sexualmente seus seguidores em Nuevo Laredo no México, na fronteira com os Estados Unidos. Segundo uma autoridade do Instituto Nacional de Imigração, a Imigração Nacional do México, a Polícia Federal Mexicana e promotores do Instituto invadiram uma casa na cidade em 23 de janeiro e encontraram membros da seita vivendo em condições precárias.

  • Ignacio Gonzalez de Arriba
    (Foto: Divulgação)
    Ignacio Gonzalez de Arriba, líder da seita "Defensores de Cristo" foi preso com mais duas pessoas no último dia 25 acusado de abuso sexual e tráfico de pessoas no México.

O funcionário do grupo de defesa das vítimas afirma que os “Defensores de Cristo” recrutavam mulheres para que mantivessem relações sexuais com o espanhol Ignacio Gonzales de Arriba que alegava ser a reencarnação de Cristo e era o líder da seita.

Em seu site, Ignacio se intitula “Maestro Fenix” e oferece cursos de “bio-programação e poderes mentais”, uma prática esotérica que tinha como objetivo a “reprogramação do cérebro” dos praticantes para eliminar dor, sofrimento e ansiedade, segundo o Instituto. De acordo com um jornal mexicano, o “maestro” prometia vida eterna, riquezas e o dom de fazer milagres a quem estivesse 1000% certo de seu amor por Cristo.

A ex-mulher de Jose Arenas Losanger, braço-direito de Gonzalez, informou ao jornal que as mulheres que seguiam a seita deveriam ser bissexuais e que o líder assistia às orgias entre elas. De acordo com o Instituto, as seguidoras eram obrigadas a realizar trabalhos forçados ou serviços sexuais, incluindo prostituição, como forma de pagamento de dízimo.

Outra maneira de tortura, de acordo com a mulher, era assistir aos homens mantendo relações sexuais com prostitutas em troca de comida. “Quando meu esposo estava com prostitutas, eu tinha que estar lá presenciando tudo, e não o fazia, não havia comida, não tinha banho. Fiquei três dias sem comer”, relata a mulher.

Ainda de acordo com o jornal, Ignacio Gonzalez e dois de seus apoiadores, Segovia e Shoucri Elmernessi, criaram uma rede de fiéis que se alastrou via internet, chegando a alcançar cerca de 10 mil seguidores em países como Argentina, Peru e Colômbia.

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Segundo as autoridades que cuidaram do caso, Gonzalez dizia aos fieis que deveria manter relações sexuais com, ao menos, três mulheres por dia. “Papai Deus me disse para promovermos a poligamia como algo bem visto aos olhos de Deus e a riqueza como algo importante”, argumentava o líder da seita.

Foram detidos 24 estrangeiros nas buscas, entre eles seis espanhóis, dois brasileiros, dois bolivianos e argentinos, além de dez mexicanos e mulheres que estão, provavelmente, entre as vítimas do culto.

Desde o dia 25 de janeiro, Gonzales, Segovia e Tito Schourci Mohammed, outro sublíder da seita, estão detidos acusados de abuso de menores e de mulheres e tráfico de pessoas. No entanto, acredita-se que a seita ainda esteja viva em lugares do Peru e da Argentina.

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