The Christian Post > Cristianismo|Seg, 4 Fev. 2013 17:13 PM EST

Silas Malafaia no ‘De Frente com Gabi’: ‘O fiel é o maior beneficiado com os dízimos’ (Vídeo)

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Em entrevista com Marília Gabriela, no ‘De Frente com Gabi’, o pastor Silas Malafaia esclaraceu a dúvida de muitos sobre o que ele prega sobre a “Teologia da Prosperidade”, conhecida como a teologia do "enriquecimento financeiro".

  • silas malafaia
    (Foto: Divulgação/O Dia)
    Pastor Silas Malafaia ao lado de Marília Gabriela, durante gravação de entrevista no programa "De Frente com Gabi". Quarta-feira, 31 de janeiro de 2013.

Silas Malafaia desmente que a prosperidade seja o dinheiro, e afirma que a pregação da prosperidade com foco financeiro é uma “teologia do besteirol”. Segundo ele, quem pede o dízimo de um fiel prometendo riquezas financeiras incorre em um erro “gravíssimo”. Malafaia afirma que o crente que for fiel no que a Bíblia diz, será abençoado.

Marília Gabriela, entretanto, questionou essa teologia afirmando que, com tantas entregas de dízimos, quem estaria sendo mais beneficiada seria a igreja, mais do que os próprios fieis, o que para ela soa "herético".

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Silas Malafaia negou a afirmação da entrevistadora, dizendo que o fiel é o maior beneficiado. Dando exemplo de uma igreja que cobra dízimos, ele diz que é um contrasenso um fiel dar seu dízimo por longo tempo, sem receber algo em troca, simplesmente porque tem um grande líder que o persuade.

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“Você acha que um cara que é membro da Universal, tá dando a oferta e dízimo, apenas porque um cara muito inteligente, malandro, espetacular, fantástico, fenomenal, consegue persuadí-lo para que 10, 15, 20, 30 anos, o cara dá o dízimo, dá ofertas especiais e não tem nada de benefício?” questionou de volta o pastor popular.

Assim, para Silas Malafaia, Deus trabalha com uma lei de recompensa, mencionando que o apóstolo Paulo diz “Eu deixo as coisas que para traz ficam e eu prossigo para as coisas que estão na minha frente pelo prêmio”.

“Deus fala de uma lei de recompensa o tempo todo, porque Deus conhece o ser humano.”

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Para o pastor João Flávio Martinez, do Centro Apologético Cristãos de Pesquisas, a teologia da prosperidade é “uma substituição do Evangelho da Graça, pelo ‘evangelho’ da ganância”.

Em entrevista ao The Christian Post, Martinez confirmou que nessa teologia é comum ouvir dos pregadores “Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada.. Deus quer você seja rico, que tenha muito dinheiro…”.

O apologista cristão citou diversas passagens na Bíblia que refutam o que ele chama de “evangelho falso”, entre elas, a de Mateus 19:20 que diz, “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam”.

O pastor Silas Malafaia, entretanto, definiu a Teologia da Prosperidade como ‘obedecer as leis de Deus’. “A Bíblia diz que prosperidade é obedecer as leis de Deus”, disse ele, citando o Salmo 112.

O Salmo 112 diz “Louvai ao Senhor. Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer! A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Bens e riquezas há na sua casa; e a sua justiça permanece para sempre”.

Silas Malafaia deu ainda como exemplo, uma fiel que ganha menos que outros dois fieis, mas vive melhor, emocionalmente ou espiritualmente, e que, por isso é próspera.

O apologista cristão Johnny Bernardo, disse, em um email ao CP, que a postura do pastor Silas está aparentemente correta quanto a entrega do dízimo como alcance das bênçãos divinas. Entretanto, ele vê como equívoca a ideia de que quanto mais o crente oferta a “Deus”, mais é abençoado por Ele.

Bernardo, que também é pesquisador, jornalista, escritor, palestrante, apontou a oferta da viúva como exemplo de que se deve oferecer a Deus o melhor que se possui e de uma maneira “espontânea”.

“A prosperidade é bíblica desde que antecedida por uma renúncia - a parábola do jovem rico é um exemplo clássico. Jesus associa a renúncia dos seus bens como uma forma de prosperidade futura, ao afirmar que ele receberia 100 vezes mais nesta vida e nas gerações futuras.”

E alertou para o fato de que “ser próspero não é, por si só, um fator comprovatório de salvação futura”.

Veja aqui a entrevista completa:

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