The Christian Post > Cotidiano|Qui, 29 Ago. 2013 10:47 AM EST

Sobrevivente de desabamento em SP agradece a Deus por não ter morrido

‘Um bombeiro colocou uma lanterna em uma fenda. Ele rastejou até a luz e os bombeiros começaram a puxá-lo para cima’, contou a esposa do eletricista Noemia Matos

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O eletricista Rubens de Oliveira, de 44 anos, é um dos sobreviventes do desabamento da obra de um prédio de dois andares na região de São Mateus, zona leste de São Paulo (SP), na terça-feira (27). “Ele pensou que ia morrer e agradeceu muito a Deus por não ter deixado ele morrer”, disse sua esposa Noemia Matos.

  • Desabamento SP
    (Foto: Reuters/Nacho Doce)
    Cachorros foram utilizados pelo Corpo de Bombeiros para buscar vítimas no desabamento em São Paulo em agosto de 2013.

Rubens trabalhava na obra e ficou preso sob um andaime. “Ele ficou soterrado a uns dois metros de cima da laje. Um bombeiro colocou uma lanterna em uma fenda e gritou se ele estava conseguindo ver. Ele rastejou até a luz e os bombeiros começaram a puxá-lo para cima”, contou a mulher sobre o resgate, em entrevista ao G1.

Como consequência do acidente, o eletricista teve escoriações e quebrou o pé. Ele está sendo tratado no hospital Santa Marcelina e uma cirurgia para colocar pinos na perna está prevista para esta quinta-feira (29).

Noemia falou que está triste pelos outros colegas, que não tiveram a mesma sorte de Oliveira: “Mas Deus vai consolar cada um [dos familiares] deles”. Ela ficou sabendo pela televisão o que aconteceu com o marido. O casal tem dois filhos: Rafael, de 20 anos, e Flávia, de 16 anos. O trabalhador costumava dormir na obra, porque tinha dificuldades para retornar para casa, em Brasilândia, na zona norte de São Paulo (SP). Ela ainda reclamou da falta de assistência da empresa responsável pelo projeto.

A Polícia Civil segue investigando o caso, ouvindo sobreviventes e funcionários da Salvatta Engenharia e da rede Torra Torra. No último sábado (24), responsáveis já sabiam que a laje da obra precisaria ser escorada com madeiras e vigas, porque não aguentaria o peso de equipamentos sobre ela. O Ministério Público, por sua vez, investiga se a Prefeitura de São Paulo (SP) foi omissa.

Por enquanto, foram contabilizados nove mortos e 26 feridos. O ajudante de pedreiro Antônio Welington Teixeira Silva continua desaparecido. O Corpo de Bombeiros acredita que 36 funcionários estavam na obra na hora da fatalidade. Seis dos nove mortos no desabamento eram naturais do Maranhão (MA), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.

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