The Christian Post > Cristianismo|Qua, 7 Mai. 2014 11:33 AM EST

Stephen Hawking alerta dos riscos da Inteligência Artificial, ao abordar novo filme de Johnny Depp

O físico Stephen Hawking indica que inteligência artificial pode acabar com a humanidade

PorHamlet Kim | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

"Imagine uma máquina com uma gama completa de emoções humanas. Seu poder analítico será maior do que a inteligência coletiva de cada pessoa que já viveu em toda a história humana. Alguns cientistas se referem a isso como a "singularidade”. Eu chamo isso de 'Transcendência’, diz o personagem de Johnny Depp, Dr. Will Caster, no novo e sombrio drama de ficção científica:” Transcendente”.

  • stephen hawking
    (Foto: AP Foto: / AP Wire, David Parry)
    Nesta foto de 29 abril de 2010, Stephen Hawking assiste a primeira prévia do seu novo show para o Discovery Channel, o Universo de Stephen Hawking. Em entrevista ao jornal inglês “The Guardian,” neste domingo, o físico teórico e cosmológico Stephen Hawking afirmou que a vida após a morte é apenas um “conto de fadas,” 16 de maio de 2011.

Embora muitos cinéfilos possam enxergar o poder da inteligência artificial exibida no filme (que foi lançado nos cinemas americanos no mês passado) apenas como ficção científica, o mundialmente famoso físico Stephen Hawking, juntamente com o cientista da computação Stuart Russell, os físicos Max Tegmark e Frank Wilczek dizem que isso pode ser o prenúncio para o fim da humanidade.

"Com o blockbuster de Hollywood ‘Transcendente’ exibido nos cinemas, com Johnny Depp e Morgan Freeman apresentando visões conflitantes para o futuro da humanidade, é tentador achar que a noção de máquinas altamente inteligentes é apenas ficção científica. Mas isso seria um erro, e potencialmente o pior erro da nossa história”, alertam os cientistas em um relatório no The Independent.

"A pesquisa sobre a Inteligência­ Artificial (IA) está progredindo rapidamente. Marcos recentes, como os carros que dirigem sozinhos, um computador ganhar um show de perguntas e respostas, e os assistentes pessoais digitais Siri, Google Now e Cortana são apenas sintomas de uma corrida armamentista de TI sem precedentes, alimentada por investimentos e o fortalecimento de uma base teórica cada vez mais madura. Tais conquistas, provavelmente, não serão nada perto do que as próximas décadas vão trazer ", eles notaram.

Apesar de elogiar os benefícios que a humanidade poderia usufruir a partir da criação da inteligência artificial e postulando que esse seria o "maior evento na história da humanidade", Hawking e seus colegas dizem que pode ser também o último, caso “não possamos aprender como evitar os riscos”.

De acordo com os cientistas:

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Olhando para o futuro, não há limites fundamentais para o que pode ser alcançado: não há nenhuma lei física impedindo partículas de ser organizadas de maneira a realizar cálculos ainda mais avançados do que as partículas nos cérebros humanos. Uma transição explosiva é possível, embora possa acontecer de maneira diferente daquela vista no filme: como Irving Boa percebeu em 1965, as máquinas com inteligência sobre­humana poderiam melhorar constantemente seu próprio projeto ainda mais, provocando o que Vernor Vinge chamou de "singularidade" e personagem do filme de Johnny Depp chama de "Transcendência".

Pode­-se imaginar tal tecnologia sendo mais esperta que grandes investidores, mais inventiva que pesquisadores humanos, mais manipuladores que líderes humanos e desenvolvendo armas não podemos sequer conceber. Considerando que o impacto de curto prazo da I.A. depende de quem a controla, em longo prazo depende de se ela pode ser realmente controlada.

Assim, diante de possíveis benefícios e riscos incalculáveis no futuro, os especialistas estão certamente fazendo todo o possível para garantir o melhor resultado, certo? Errado.

Se uma civilização alienígena superior nos mandou uma mensagem dizendo: "Nós vamos chegar em poucas décadas", teríamos apenas respondido: "OK, ligue para nós quando você chegar deixaremos as luzes acesas"? Provavelmente não ­ mas isso é mais ou menos o que está acontecendo com a I.A.

Apesar de estarmos enfrentando potencialmente a melhor ou a pior coisa que aconteceu na história da humanidade, pouca investigação séria é dedicada a essas questões, exceto por institutos sem fins lucrativos, como o Cambridge Centre for the Study of Existential Risk, o Future of Humanity Institute, o Machine, e o Future of Life Institute. Todos nós deveríamos nos perguntar o que podemos fazer agora para aumentar as chances de colher os benefícios e evitar os riscos.

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