The Christian Post > Mundo|Qui, 17 Mai. 2012 09:18 AM EST

Suspeito foi executado por crime que não cometeu, descobre pesquisador

PorKeyla Cezini | Correspondente do The Christian Post

Nos Estados Unidos, Carlos DeLuna passou os oito anos que ficou preso afirmando ser inocente, mas isso não foi suficiente para suspender a condenação à pena de morte e evitar que ele fosse executado por um crime que não cometeu.

  • Carlos DeLuna
    (Foto: Divulgação/departamento policial de Corpus Christi)
    Carlos DeLuna foi executado por crime que não cometeu, diz pesquisador

Agora, mais de 20 anos após a execução de Carlos, o professor James Liebman, que leciona Direito da Universidade de Columbia, concluiu que DeLuna não era culpado.

Em 1989, sob a acusação de esfaquear a funcionária de um posto até a morte, DeLuna recebeu uma injeção letal. A injeção é uma das formas do governo os Estados Unidos aplicar a pena de morte, permitida no país.

A pesquisa, que o professor Liebman realizou junto a um grupo de estudantes, aponta que o governo do Texas, onde o DeLuna foi julgado, matou o homem errado.

Segundo o estudo, a combinação do mau trabalho da polícia, que não buscou outros suspeitos, e de uma defesa fraca, levou ao equívoco.

Carlos DeLuna foi condenado pelo assassinato de Wanda Lopez. Ela trabalhava em um posto de gasolina no momento do crime. Após uma colega de trabalho ligar para o serviço de emergência, a polícia encontrou Carlos escondido em uma caminhonete. Ele tinha 149 dólares (aproximadamente 300 reais) no bolso.

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Na época, testemunhas afirmaram ter visto DeLuna no estacionamento do posto pouco antes do crime, também houve quem afirmasse ter visto o suspeito guardando uma faca no bolso.

Como DeLuna tinha um histórico de roubo, embriaguez e tentativas de estupro, a polícia o prendeu e cessou as buscas por outros possíveis autores do crime.

Pesquisa

O professor Liebman e sua equipe afirmam que DeLuna era inocente e que um erro de identidade levou à sua condenação.

Para os pesquisadores, o verdadeiro culpado pelo crime é Carlos Hernandez, amigo de DeLuna que estava com ele no dia em que Wanda foi assassinada.

Três argumentos são apresentados para comprovar a tese: houve confusão entre as testemunhas oculares, não foram encontrados vestígios de sangue nas roupas de DeLuna e os policiais ignoraram a semelhança física entre DeLuna e Hernandez. Para Liebman, tanto a procuradoria quanto o juiz não se dedicaram ao caso.

O fato de DeLuna, com medo, ter levado meses para revelar o nome de Carlos Hernandez à polícia também contribuiu para o resultado do julgamento.

Durante a pesquisa de Liebman, familiares confirmaram que a faca usada no crime era de Hernandez. Segundo o professor, em 2006, um jornal americano também publicou indícios de que Hernandez era o culpado. Eram depoimentos de conhecidos relatando ter escutado o rapaz dizer que tinha matado Wanda.

O estado do Texas já executou 482 suspeitos com a pena de morte. As pesquisas de Liebman e sua equipe demonstram que esse tipo de condenação põe a vida de pessoas inocentes em risco.

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