A crueldade e os massacres na Síria estão aumentando a cada dia. Na última informação divulgada sobre os abusos e desrespeitos aos direitos humanos, membros do Exército sírio ordenaram que uma mãe escolhesse qual dos seus dois filhos deveria ser executado.
(Foto:Divulgação)Mãe é obrigada a escolher qual filho deve ser executado
Segundo o site Daily Mail, o ato cruel aconteceu durante os ataques a uma vila em Ataman, na região sul da cidade de Deraa, neste fim de semana. A cidade já havia sido bombardeada antes das tropas sírias chegarem ao local. Quando o Exército de Assad entrou na pequena cidade, eles trancaram a população dentro de um celeiro.
De acordo com o um morador que conseguiu escapar pela fronteira com a Jordânia, os soldados do regime ameaçaram a população dizendo que começariam a atirar em crianças caso os rebeldes não se rendessem.
O estudante de direito, Shadi al-Hari, 21 anos, disse ao Times que ele estava com sua tia e dois primos, Omar, de 16 anos e Shadi de 5 anos, quando um dos soldados perguntou a mulher qual dos dois filhos deveria morrer. Como a mãe não conseguiu responder ao agressor, ele atirou no menino mais velho, na frente dela.
“Ele deu um tiro na cabeça dele. A mãe entrou em colapso pelas ruas”, disse o estudante, segundo publicação R7.
No último relatório divulgado da comissão de investigação internacional, foram registrado mais de 500 mortes de crianças desde o início da rebelião, em março de 2011. Dezembro foi o mês mais violento, com 80 crianças mortas, seguido de janeiro de 2012 (72 mortes).
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Só nesta terça feira (24) já foram registrados mais de 70 mortes em mais uma ofensiva das tropas do regime do presidente Bashar Al Assad para recuperar o controle dos redutos rebeldes.
Recentemente, o regime sírio ameaçou usar suas armas químicas em caso de uma intervenção internacional no país. Pressionado pelo avanço das tropas rebeldes nas duas principais cidades do país, o regime ressaltou, porém, que não usará armas de destruição em massa contra civis.
"Essas armas estão vigiadas e armazenadas, e não serão usadas a menos que a Síria seja exposta a uma agressão externa", ressaltou o porta-voz em uma entrevista coletiva em Damasco.
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