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Um Pensamento Primitivo: A Ilha das Daltônicas.

Fri, Jun. 18, 2010 Posted: 02:10 PM EST


Na Ilha das Daltônicas, Oliver Sacks escreve um relato colorido sobre uma ilha minúscula no Pacífico Sul. Pingelap possui menos que três milhas quadradas, e a elevação mais alta na ilha é apenas dez pés acima do nível do mar. Em 1775, Tufão Lengkieki passou por cima da ilha destruindo a vegetação e matando 90 por cento dos habitantes. Como último recurso, os vinte sobreviventes pescaram como a única maneira de sobrevivência até que a ilha se recuperasse o suficiente para o crescimento de vegetais.

Após o grande tufão , uma peculiaridade genético evoluiu. Surpreendentemente uma proporção grande da próxima geração nasceu daltônica. Em outro lugar no mundo, menos que uma em trinta mil pessoas são daltônicas. Na ilha de Pingelap, uma em doze nasce com a condição. A alta porcentagem é decorrente do fato que várias pessoas no pool genético das sobreviventes carregaram um gene raro responsável por acromatopsia congênita.

Aqueles de nós com visão normal têm aproximadamente 7 milhões de cones, qual nós permite distinguir até 10 milhões de cores diferentes. Pessoas com acromatopsia congênita não têm cones funcionais. Elas dependem exclusivamente de 120 milhões de bastonetes, que são células fotorreceptoras de baixa-luz na retina. Como resultado elas têm hipersensibilidade a luz. Elas frequentemente ou usam vários pares de óculos de sol ou completamente evitam o sol. Sua visão pobre exigem que usem um monóculo – uma lupa de mão que parece com um telescópio – para ler texto ou ver coisas de uma distância. E, claro, elas não conseguem perceber cores.

Mas a ironia triste é que poucos lugares na terra são mais lindos ou coloridos do que esse paraíso tropical. “Foi alarmante como tudo era verde estava em Pingelap,” anotou Oliver Sacks, “não apenas a folhagem das árvores, mas também as frutas- fruta-pão e pandanus ambos são verdes, como foram tantas variedades de bananas na ilhas.” A ilha está cheia de “frutas vermelhas e amarelas brilhantemente coloridas – papaia, manga, goiaba.” A ilha está literalmente estourando com cores tropicais, mas os Pingelapianos daltônicos não conseguem percebê-los. Eles não tem a capacidade perceptual simplesmente porque eles não têm cones.

Triste, não é? Mas muito de nós somos tão cego à maravilha quanto os Pingelpianos são à cor. Sempre existem milagres ao nosso redor, mas faltamos a capacidade perceptual para percebê-los. Estamos na presença de Deus, mas não somos consciente disso. Estamos cercados pela glória de Deus, mas não conseguimos vê-la.

Elizabeth Barrett Browning coloca isso em termos poéticos.

A terra está preenchida com o céu, e cada arbusto comum em chamas com
Deus; Mas apenas Ele que vê tirará seus sapatos; O resto senta-se ao Seu redor e
arranca amora-pretas.

Adaptado do livro novo, Primitivo: A Busca pela Alma Perdida de Cristianismo de Mark Batterson, lançado pela Editora Multnomah. Para baixar um capítulo de amostra, visite WWW.theprimalmovement.com.

Mark Batterson


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