Usuários do Facebook estão organizando a segunda marcha pelo estado laico, marcado para o dia 10 de abril, das 15 às 20 horas, em várias cidades do país.
A descrição do projeto explica que o objetivo é reunir pessoas que discordam da influência da religião nas decisões do governo, opressão de mulheres e de grupos LGBTs.
Além disso, também afirma ser contra “ataques a religiões indígenas e afro brasileiras, privilégios como horário em rádios e TVs e isenção tributária para igrejas e símbolos religiosos em prédios públicos”.
Sem medo de ofender, o descritivo do movimento chama o atual sistema de “palhaçada” e teocrata: “vamos lutar pelo fim dessa palhaçada! afinal, este é um estado laico e não uma teocracia, mas, se não fizermos nada, vai parecendo cada vez mais com uma”.
Várias páginas sobre o evento já foram criadas na rede social, com o objetivo de atrair simpatizantes em diferentes cidades, como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
Nas páginas também é possível ter acesso a várias manifestações postadas pelos organizadores e outros internautas criticando a influência da igreja e de líderes religiosos nas decisões do poder executivo.
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A primeira marcha foi realizada no dia 11 de agosto de 2011, e destacou o caso do governador Sérgio Cabral, que sancionou a lei do deputado evangélico Edson Albertassi (PMDB), obrigando as bibliotecas públicas a terem um exemplar da Bíblia Cristã.
Em seu manifesto, o evento criticou a multa imposta para quem descumprisse a lei, de R$ 2.130 e, no caso de reincidência, em R$ 4.260.
Segundo o texto, a lei é polêmica “porquanto o Estado não pode fazer imposições de cunho religioso, especialmente se beneficia uma única crença deixando de fora as demais”, além do custo que foi arcado com o dinheiro público.
O manifesto desta segunda edição ainda não foi divulgado, e o governo também ainda não se manifestou oficialmente sobre o evento.
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