The Christian Post > Cristianismo > Jovens|Qui, 8 Dez. 2011 08:04 AM EST

Vídeo 1o. Beijo Só no Casamento: 'Mais Importa Agradar a Deus', Diz Pastor

PorJussara Teixeira | Colaboradora do The Christian Post

Um vídeo com o primeiro beijo de um casal no dia de seu matrimônio está circulando pela internet e causando controvérsias entre os internautas. A cena tem sido considerada por muitos engraçada e até inusitada. Mas muitos casais, como os do vídeo, optam por esperar até o casamento para terem relações sexuais ou até para dar seu primeiro beijo.

  • virgem
    (Foto: www.youtube.com)
    Um vídeo com o primeiro beijo de um casal no dia de seu matrimônio está circulando pela internet e causando controvérsias entre os internautas.

Na opinião do pastor Paulo Falçarella, líder do Ministério da Família da Igreja Batista do Povo, a questão de esperar o casamento para dar o primeiro beijo é um assunto de foro pessoal, passando pela escolha de cada um. “Pessoalmente concordo com a atitude que o casal tomou".

"Mais do que uma questão de certo e o errado, a pureza sexual é a escolha entre o melhor e o pior. A Palavra de Deus nos anima a vivermos o melhor, e por isso ela enaltece a santificação, porque essa é a melhor escolha para o ser humano. Deus quer o melhor para seus filhos: Sede santos porque eu sou santo (1 Pedro 1:16)”, disse ele em entrevista ao The Christian Post.

O pastor Falçarella diz que existem vários níveis de comunicação afetiva entre as pessoas: o nível da linguagem erótica e o nível da linguagem fraternal, como entre pais e filhos.

“é esta a questão: um casal de namorados ou noivos que se entregam ao nível de linguagem erótica, das carícias, está deixando o Reino de Deus para trás, deixando de desfrutar o melhor de Deus em paz, com alegria e sem defraudação um do outro (justiça).”

Ele diferencia os tipos de linguagem, de acordo com a situação do casal: solteiro ou casado. “Fora do casamento, a linguagem ideal e apoiada pela Bíblia é o carinho (phileo) amor fraternal, de irmão para irmão - mãos dadas, beijo carinhoso no rosto, gestos afetuosos, e acima de tudo respeito. Já para o casal, marido e mulher, casados de fato e de direito, a linguagem sobe de nível (eros) - amor erótico, entre marido e mulher somente. Aqui o jogo amoroso, erótico é permitido e celebrado! O casamento é o único ambiente seguro para este nível de linguagem”, afirma Falçarella ao CP.

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A respeito das críticas e deboches que o casal vem sofrendo em sites e redes sociais, o líder do Ministério da Família da IBP diz: "mais importa agradar a Deus do que aos homens (Atos 5:29). Quem quer agradar a Deus e não aos homens tem que ser radical consigo mesmo. Ninguém tem o direito de comandar a vida de ninguém! Nem mesmo o pastor.” E acrescenta: “não temos o direito de sermos radicais com ninguém, mas temos o dever, como seguidores de Cristo, de sermos radicais com nosso próprio estilo de vida”.

O chanceler da Universidade Mackenzie no Brasil, rev. Augustus Nicodemus, diz que os Cristãos devem ter como princípio não provocar ou despertar as paixões sexuais antes do tempo correto - que seria após o casamento.

Citando trechos da Bíblia em que Paulo incita à santificação e abstenção da prostituição, além de passagens do Velho Testamento, Nicodemus afirma ao The Christian Post que “casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus”. Mas adverte: “as relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas”.

Nicodemus ainda cita que fica estarrecido com estatísticas que mostram a crescente quantidade de jovens nas igreja que têm relações sexuais antes do casamento, diz, enfático: “namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus”.

De acordo com ele, alguns, mesmo dentro da igreja, tentam mostrar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal. “O ônus dessa afirmação é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?”, diz Nicodemus.

Ele finaliza com sua opinião pessoal sobre o tema. “O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação. Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho”.


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