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Vírus de computador é usado para espionagem no Oriente Médio

Tue, May. 29, 2012 Posted: 02:41 PM EDT


Um vírus criado para recolher informações secretas no Oriente Médio foi descoberto pela Kaspersky Lab, desenvolvedora russa de segurança para sistemas de dispositivos eletrônicos.

O Flame, nome dado ao malware, é capaz de invadir os computadores com maior grau de proteção no mundo, segundo especialistas russos. "Essa é a arma cibernética mais sofisticada criada em toda a história", relatou a Kaspersky através de nota, divulgada pelo jornal Estadão.

Por enquanto, não há confirmação do país responsável pelo programa invasor, mas desconfia-se que seja uma ação dos EUA ou Israel, sobre Egito, Arábia Saudita, Síria, Irã, os territórios palestinos e Líbano.

Eugene Kaspersky, CEO e co-fundador da Kaspersky Lab, alertou em um comunicado sobre os riscos que este tipo de mecanismo traz para países que não estão preparados para uma ciberguerra com países do Oriente Médio.

"O malware Flame parece ser uma nova fase nesta guerra, e é importante entender que estas armas cibernéticas podem ser levantadas facilmente contra qualquer país", afirmou Eugene.

Outras informações apontam que o vírus seja composto por numerosos elementos interligados bem difíceis de ser investigados. "É fantástica e incrível a complexidade do vírus. A quantidade de códigos é tamanha que ninguém detectou a existência do Flame em dois anos", disse Alexander Gostev, que é chefe de segurança da fabricante da Rússia.

Gostev acrescentou que ainda levará um bom tempo até compreender o malware por completo. "Acho que precisaremos de pelo menos dez anos para entender tudo", complementou.

Sobre suas funcionalidades, a Kaspersky revelou que o Flame é dotado de mecanismos que acionam microfones, mesmo que estejam desligados, para grampear mensagens por áudio, além de recolher e apagar dados.

O Irã, que já recebeu 198 ataques do vírus, acionou seu Ministério do Petróleo para que solicitasse à União de Telecomunicações Internacional da ONU que analisassem as invasões de dados, que inclusive foram roubados.

Luciano Portela


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